Itabaianinha se orgulha de seus filhos ilustres, aqui parcialmente relacionados
José Pinto de Abreu, conhecido pelo hipocorístico nome de Zequinha Abreu, era natural da Bahia , vindo para cá muito novinho, quando sua família resolveu mudar de ares. Alfaiate, Rábula, também foi músico e maestro da Lira Nossa Senhora da Conceição. Talentoso compositor, nos deixou várias partituras sobre os mais variados gêneros musicais. É de sua lavra, em parceria com o saxofonista José Primo, o Hino aos Crisântemos, fundada em 1929, era casado com Noêmia Lima de Abreu, filha do conceituado alfaiate João Cardoso Lima. Faleceu em Aracaju, sem alcançar o reconhecimento público que merecia.
Antônio Isaías Coelho, natural de Aracaju, onde nasceu no dia 06 de julho de 1881. Filho de Martinho Coelho. Freqüentou o Atheneu Sergipense, onde fez, com nota plena, os preparatórios de geometria, geografia e coreografia do Brasil.
Em 1902, foi admitido como estafeta da Repartição Geral dos Telégrafos, para servir no Recife. Em 1906, foi promovido tabelião e escrivão de órfãos do termo de Itabaianinha. Foi delegado de ensino deste termo e sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. Colaborou nos seguintes periódicos: “Diário da Manhã”, “Correio de Aracaju” e o “Lutador”, de Penedo (AL).
Escreveu os livros Giestas, contos e fantasias, Lisboa, 1912., com uma apresentação de Prado Sampaio, imprensa Libâno da silva, 163 p. E Alma Negra, contos. Este, no “Diário da Manhã” de Aracaju, em 02 de setembro de 1945.
Casado com dona Clara de Freitas Macedo, de família Itabaianinhense, com ela teve 10 filhos. Foi Tabelião do 2º Ofício desta Comarca por quase 40 anos. O cartório funcionava na antiga Rua Formosa, atual Benício Freire, na derruída casa de Guiomar Coelho. Faleceu no ano de 1945.
Monsenhor Manoel Vieira dos Santos , (carinhosamente chamado de padre Neco, ou Mané Vermelho) nascido na fazenda serra da Boa vista, município de Santo Antonio da Gloria – no estado da Bahia, em 25 de Dezembro de 1900, nono (9º) filho do capitão Jose Vieira dos Santos e dona Ana Vieira dos Santos, Faleceu em 11 de Janeiro de 1984 em Itabaianinha, rezou sua primeira missa no dia 1º de Fevereiro de 1924, na igreja matriz de nossa cidade, ainda neste mesmo ano, foi coadjutor de seu irmão, o cônego Hortêncio, na paróquia local. O padre Manoel Vieira era também musico, tocava flauta e harmônio. Sofreu dois atentados, mas escapou ileso de ambos.
Foi nosso primeiro prefeito municipal de 1935 a 1941 , era bastante destemido, por isso era apelidado de “padre de aço” pelas folhas de Aracaju, fez uma administração inovadora, calçou varias ruas e construiu os prédios da prefeitura em 1937 e da exatoria estadual. Também mandou erguer o salão da agencia de estatística, o quartel de policia, a agencia dos correios e telégrafos e a sede da filarmônica nossa senhora da conceição.
Antonio Ayres – Seu Toinho, nascido em Estância no final do século passado, farmacêutico dos bons, veio residir em Itabaianinha com o propósito de abrir uma farmácia, era casado com Dona Alzira Cedro Lobão, (Dona Zizi, dedicada professora - a 4ª de sua linhagem) fundou a farmácia e também o Grêmio Serrano, em meados de 1929, primeira escola primaria oficial de Itabaianinha, Seu Toinho foi também vereador por muitas vezes, e presidente da câmara em 1947 e 1948, e junto com os senhores Jose Carlos de Oliveira, (cartório) Jose Alves da Silveira, (Medico) e Pedro Alves de Macedo (funcionário publico federal, professor e escritor) fundaram juntos, o Ginásio Cinecista Monsenhor Olimpio Campos em 15-05-1960, ajudou também a fundar, o Hospital São Luiz de Gonzaga, Seu Toinho amava servir, era sempre prestativo com todos, socorria a todos sem distinção, odiava a hipocrisia sacerdotal, escreveu o polemico livreto “ Pastoral a Paisana ” (acervo cultural de Dona Mariah Macedo – ela própria me disse onde está guardado a relíquia- continua em Itabaianinha, bem guardado). Por dizer o que pensava a respeito da manipulação política por um participante do clero, seu Toinho foi perseguido ferozmente pelo vigário Manoel Vieira (Mane Vermelho) e por causa disso se transferiu alguns anos depois para Aracaju onde seus filhos já estudavam, lá fundou o Colégio Gracco Cardoso, hoje de propriedade de sua ilustre filha, professora Maria do Carmo Terezinha Lobão Ayres da Silva, dona Lalia – que é também sócia da Fanese, sendo ela principal acionista do colégio fundado por seu pai na capital, é também sua Diretora presidente, no comando, além dela, está seu esposo, Jose da Silva, e seus dois filhos, um é o Antonio Ayres Neto, que é o administrador geral, Filhos de Antonio Ayres e D. Alzira - Saudosa dona Zizi - Antires, Marita e Maria do Carmo Terezinha Cedro Lobão da Silva e outros.
Oseias Batista filho era casado com Maria Vicência Cavalcanti, mas quando enviuvou, casou-se com Yazita (que era Baiana) filhos mais famosos deste: Adelvan Cavalcanti Batista , Dílson Cavalcanti Batista e Oseias Cavalcanti Batista, teve outros.
Jose Alves da Silveira , nascido em Cristinápolis, na fazenda Boa Lembrança no dia 1º de Junho de 1924, hoje com 81 anos , veio morar em Itabaianinha com seus pais, muito novinho, e aqui fez os primeiros estudos no tradicional Gremio Serrano dos professores Antonio Ayres e Dona Zizi, depois cursou o ginásio em Aracaju, no colégio Tobias Barreto, fez o cientifico em Salvador, e em 1945 fez o vestibular para medicina na escola Carneiro Ribeiro na Bahia, onde aprovado medico, em 1951, voltou para nossa cidade, quando começou a clinicar no antigo Hospital são Luiz de Gonzaga, e em 1953 abriu uma farmácia na praça do comercio de nome Santo Antonio, hoje de propriedade dos herdeiros de seu Eurico Monteiro Alves, é casado com a enfermeira Marina Oliveira da Silveira sendo ele filho único do casal Antonio Dionísio da Silveira e Dona Marieta Alves da Silveira, casado com a enfermeira Marina oliveira da Silveira e com ele teve quatro filhos, Ângela Maria da Silveira, Luiz Antonio Oliveira da Silveira, Rita Maria da Silveira e Antonio César Oliveira da Silveira, foi nosso prefeito de 1982 a 1988, foi bom administrador da coisa publica realizando muitas obras, todos de grande relevância, ainda hoje exerce sua profissão, que é salvar vidas.
Parte II
1 - Joaquim Martins Fontes, capitão mor, filho de João Martins Fontes e dona Anna Francisca da Silveira, nasceu em 27 de julho de 1798 , no engenho Campo da Barra em Itabaianinha, faleceu em 20 de Agosto de 1860 no engenho São Francisco no município de Laranjeiras, foi sepultado na cidade de São Cristóvão .
Desde o fato histórico da Independência, em 1822, até a Regência provisória, durante a menoridade do imperador Pedro II, e ainda em alguns anos ulteriores, figurou como um dos políticos mais em evidencia em Sergipe. A sua investidura nos diversos cargos públicos que ocupou, as distinções oficiais que por mais de uma vez lhe foram conferidas pelo governo imperial, as repetidas provas de confiança política dadas por seus comprovincianos atestam o grau de prestigio de que sempre gozou, enquanto militou ativamente na política regional, capitão mor das ordenanças da vila de Lagarto, comandante superior da comarca de Estância desde 1837, membro do conselho do governo, presidente de da câmara municipal e juiz de órfãos ainda no Lagarto, foi também deputado provincial em vários biênios e deputado geral na legislatura de 1834 – 1837. Administrou a província de lagarto, como vice-presidente nos períodos de 23 de julho a 28 de agosto de 1839, de o8 de agosto a 19 de outubro de 1840, de 30 de abril de 15 de julho de 1841 e, pela quarta vez, de 1º de julho a 16 de novembro desse mesmo ano, pelos serviços prestados `a causa da Independência do Brasil, foi condecorado com a medalha de cavaleiro da Imperial ordem do cruzeiro , e mais tarde foi agraciado com a comenda da ordem de cristo , por decreto de 18 de julho de 1841, dia da coroação e sagração do Imperador D. Pedro II.
2- Manoel Joaquim de Oliveira Campos, nasceu a 16 de julho de 1818, no sítio Murtuá, em Itabaianinha, Professor, poeta e escritor , filho de Antônio José de Montalvão e Dona Maria José de Oliveira, faleceu no dia 12 de abril de 1891, na fazenda Taboca, município de Lagarto. Foi sepultado em Boquim (Se).
Por esforços próprios, habilitou-se nas disciplinas ensinadas em Sergipe, no seu tempo. Aperfeiçoou-se na leitura dos clássicos latinos, cedeu à tendência natural de seu espírito, escolhendo o Magistério e, por meio dele, encarreirou-se na vida pública. Foi Administrador da Tipografia do “Noticiador Sergipense”, em São Cristóvão.
Depois de ter lecionado Língua Latina, em Capela, conseguiu ser provido no Ensino Elementar da antiga vila de Campos (atual Tobias Barreto) onde teve, como aluno, o sábio Tobias Barreto de Meneses . Resolveu, depois disso dedicar-se à vida sacerdotal. Para isto, obteve licença da Assembléia Provincial, mas não chegou a utilizar-se da licença. Desistiu antes de ingressar no Seminário Arquiepiscopal da Bahia. Jubilou-se no dia 12 de maio de 1858, como professor da vila de Campos, dando novo rumo às suas aptidões naturais, após isso, se pôs a serviço da advocacia e da política. Desta última, recebeu repetidas provas de apreço, em sucessivas eleições para deputado à Assembléia Legislativa.
Familiarizando com o estilo poético dos Vates do Lácio, versejou desde a juventude, compondo epístolas e elegias, postumamente coligidas com outras poesias e publicadas em livros por um antigo discípulo. É de sua lavra o “ Hino Sergipano ”. Escreveu: Gramática da língua Nacional, que compreende elementos de aritmética, Geometria Teórica e Prática.
Musa Sergipana - poesias póstumas, Aracaju, 1901.
3- Guilherme de Sousa Campos, nascido em 10 de Fevereiro de 1850, no engenho Periquito, neste município, Desembargador, irmão mais velho do Monsenhor Olimpio de Sousa Campos, e falecido em 03 de Outubro de 1923 em Aracaju, Estudou em Itabaianinha e em Estância, e cursou Humanidades em Recife, em cuja faculdade se Diplomou, recebendo o grau de bacharel em ciências jurídicas e sociais, a 22 de novembro de 1871, aos 21 anos , Na sua longa carreira publica, exerceu os cargos de ´promotor publico da comarca de Lagarto, juiz municipal do termo de Jeremoabo na Bahia, juiz de direito da comarca de Riachão, no Maranhão. Foi chefe de policia do Espírito Santo e juiz de Direito de Lagarto de 1890 a 1892. Na segunda organização jurídica do seu Estado, foi nomeado Desembargador do tribunal da Relação, por decreto de 26 de dezembro de 1892, eleito por mais de uma vez presidente do tribunal, achava neste cargo quando foi nomeado, por ato de 30 de março de 1905, chefe de policia do Estado.
A 27 de Maio de 1906 , pediu exoneração, Presidente do Estado no quadriênio de 1905- 1908, foi deposto a 10 de agosto de 1906, pela forca policial, revoltada por influencia dos partidários do Deputado Fausto Cardoso, tendo sido reposto no cargo dezoito dias depois por intervenção federal, ordenada pelo presidente Rodrigues Alves.
No seu governo, efetuou o resgate parcial das apólices do Estado, fez construir o cais num largo trecho da rua da Aurora, (hoje Avenida Rio Branco) onde até hoje se localiza a ponte do Imperador, realizou muitos calcamentos, trouxe o abastecimento de água para a Capital, fundou o Ateneu Sergipense dia 7 de setembro de 1908, na praça Mendes de Morais (hoje Benjamim Constant, no dia 24 de outubro do mesmo ano inaugurou o serviço de bondes por meio de tração animal. Foi Deputado provincial nos anos de 1872 a 1873, 1878 a 1879 e senador federal nos períodos de 1909 a 1917, na primeira fase de sua carreira política, colaborou no “ O Guarani ” jornal que editou em Aracaju em 1878 a 1887.
4- Monsenhor Olimpio de Sousa Campos , nascido em 25 de julho de 1853 no engenho Periquito , neste município, filho do coronel Jose Vicente de Sousa e dona Porphíria Maria de Sousa Campos, estudou inicialmente em Estância, depois em Lagarto onde estudou latim, foi para Recife de 1866 a 1868 fazer os primeiros preparativos para a carreira eclesiástica, completou o curso de ciências eclesiástica na Bahia de 1870 a 1873 não recebeu as ordens de presbítero neste ano por não ter atingido a idade canônica, somente em 22 de setembro de 1877 o arcebispo Don Joaquim Gonçalves de Azevedo conferiu-lhe a sagração sacerdotal, neste mesmo ano começou a desempenhar os encargos paroquiais como coadjutor do vigário de Itabaianinha, vindo a ser em seguida vigário de vila Cristina (atual Cristinápolis) transferindo-se em 1880, para a freguesia da capital do estado onde exerceu a jurisdição paroquial até o fim do ano de 1900, ano em que se exonerou para mais livremente agir em uma esfera de ação mais ampla, e mais acomodada às suas tendências naturais.
Alistado num dos partidos políticos da monarquia, não lhe custou, contado com o apoio da própria família, bem como da ajuda dos amigos, alcançou as mais elevadas posições entre os correligionários, que o elegeram deputado provincial para as legislaturas de 1882, 1883 1884 e deputado geral para as 19ª e 20ª legislaturas de 1885 e 1886 – 1889. com a nova ordem de coisas decorrentes da adoção da forma republicana, em substituição ao regime monárquico, foi eleito deputado à constituição do Estado, dissolvida pela junta Governista Reeleito para a nova Assembléia, em 1890, organizou o partido católico , OPC, de efêmera duração. Como deputado, colaborou na confecção da lei fundamental do Estado, de 18 de maio de 1892, e na lei orgânica da justiça estadual, eleito em 1893, deputado federal pela primeira vez, e reeleito em 1894 até 1897 em seguida no dia 24 de Outubro do ano de 1899, foi eleito Presidente do Estado de Sergipe governando até o ano de 1902, no ano de 1903 no dia 18 de fevereiro foi eleito Senador da Republica , Chefe político de inegável valor e prestígio, isolou-se dos antigos companheiro de luta desde os tempos do império, (1890) sozinho dirigiu os negócios públicos do Estado.
Havia chegado ao auge de sua carreira política, quando foi publicamente assassinado pelos filhos de Fausto Cardoso, no Rio de Janeiro, em 09 de Novembro de 1906 .
Monsenhor Olimpio de Sousa Campos foi cônego honorário da catedral Primacial da Bahia, Monsenhor Camareiro secreto do papa Leão XIII, sócio correspondente do instituto Histórico e geográfico da Bahia, intendente de Aracaju por nomeação do governo, lente em disponibilidade da cadeira de instrução cívica e moral da Escola Normal, irmão das irmandades de são Pedro, da Bahia e do Rio de Janeiro, e sócio das sociedades SERGIPANA DE AGRICULTURA, e “ ARACAJUANA DE BENEFICÊNCIA” e “ AMPARO DAS FAMÍLIAS ”.
Quando presidente do Estado, Olimpio de Sousa Campos, trouxe para Itabaianinha os benefícios dos correios e telégrafos, mandou construir o açude PRESA, em 1902, grande reservatório de água potável, para atender nossa população que pessoalmente inaugurou, vindo com a comitiva oficial à cavalo de Aracaju, se empenhou tenazmente para ver passar por aqui, a linha férrea, esse beneficio acabou vindo , por volta de 1911, onde foi construída uma ESTAÇÃO FERROVIÁRIA, existente ainda hoje, todavia, somente em 1914 foi inaugurada a PONTA DO TRILHO, que ia daqui até o pontilhão do rio Arauá, com a chegada do trem procedente de Timbó (hoje Esplanada) Acontecimento que contou com as presenças dos Graúdos desta terra acompanhado da filarmônica UNIÃO E HARMONIA, faltando neste evento à presença física do Monsenhor Olimpio de Sousa Campos. Deus te ilumine nobre Monsenhor.
5- Major Ernesto Jose de Souza, nascido no engenho periquito em meados do ano de 1855, irmão mais moço do Monsenhor Olimpio de Sousa Campos, era membro do partido conservador CABAÙ era pai do Drº Benicio de Souza Freire e de dona Olímpia de Souza Ávila, mulher do Coronel Francisco D´avila Melo.
Político influente chegou a ser deputado Estadual, hoje empresta seu nome, a uma das principais ruas de Itabaianinha.
6- Jose Zacarias de Souza Campos , nascido no engenho periquito, em meados de 1856, Doutor em medicina , era irmão mais moço do Monsenhor Olimpio de Sousa Campos ( quarto filho do casal, Jose Vicente de Sousa e dona Porfhíria Maria de Sousa Campos) fez curso primário em Estância, ginasial em Recife e medicina na Bahia, recebendo o grau acadêmico em 18 de dezembro de 1876.
Aos 21 anos, formado, retornou para clinicar em Estância, indo morar na praça da cadeia. Foi Deputado provincial nas legislaturas de 1880 a 1881, e de 1882 a 1883.
Por muito pouco tempo militou na política, para o qual não se sentia atraído, apesar de contar com um dos partidos monárquicos e fortes políticos da família para lhe garantirem uma carreira vitoriosa. Mas em 1889 o Drº Zacarias cismou de ir clinicar na cidade Jardim e se mudou para o Ribeirão Preto no interior de São Paulo, viveu ali até morrer diabético em 09 de abril de 1913 , segundo informações de Edilberto Campos, em suas crônicas da passagem do século, primeiro volume, pagina 15.
7- Antonio Emídio de Souza , nascido em Itabaianinha, meados dos anos 1860, era abastado senhor de engenho, foi um dos primeiros mandatários desta cidade no ano de 1890, era o pai do capitão Sizenando Soledade de Souza, que foi um rigoroso delegado de policia nesta localidade, também era pai dos professores Juvenal Jose de Souza e Manuel Valentim de Souza. Este ultimo, quartanista de medicina, quando faleceu, ambos os irmãos, ensinavam nos tempos de antanhos. Moravam, num casarão situado no beco do tamarineiro, atual largo Francisco Martins Fontes.
8- Jose Genésio Batista de Góis – Deputado Provincial.
9- Antonio Carvalho de Souza Leal – Deputado Provincial.
10- Geminiano Jose da Costa – nasceu em Itabaianinha em 15 de setembro de 1865, faleceu em 08 de outubro de 1922, na cidade de São Carlos interior de São Paulo, filho de Francisco Jose da Costa e dona Maria Ferreira do Carmo, recebeu o grau de bacharel em ciências jurídicas na cidade de Recife em abril de 1891. Ainda não havia terminado o curso, quando foi nomeado, por ato de 11 de setembro de 1890, promotor publico da comarca de Arauá , em 22 de outubro de 1891, pediu exoneração, por ter resolvido retirar-se para São Paulo, onde fixou residência. Em pouco tempo, foi nomeado promotor publico da comarca de Porto Felix, transferindo-se, logo depois, para a de São Carlos, na qual ocupou o mesmo cargo, no período de 1892 a 1896.
Neste ultimo ano, exonerou-se para dedicar-se exclusivamente a advocacia. Advogado dos mais hábeis, inteligente e probo, (caráter integro; honrado – de probidade) exato e cumpridor dos deveres profissionais, soube angariar, no fórum de São Carlos, vultosa clientela, que lhe facilitou a posse de singular fortuna, toda ela legada, nas disposições testamentárias, a parentes e amigos. Deixou grande numero de trabalhos forenses.
11- Francisco Monteiro Filho, filho de Francisco Monteiro de Carvalho e dona Ana Joaquina de Carvalho Silveira, nasceu a 13 de março de 1866 em Itabaianinha, fez estudos primários e alguns preparatórios na cidade de estância. De 1886 a 1890, exerceu atividades comerciais na Bahia, no ano de 1890 fez-se caixeiro viajante e depois guarda livros, na estância, em 1896, e em Aracaju, em 1897 a 1900, em 1901, foi adjunto de promotor publico de Aracaju e, neste mesmo ano, eleito intendente municipal; cargo que renunciou em 1903, por ter sido nomeado Exator da cidade de Maruim, cujos encargos desempenhou até novembro de 1909. Deputado estadual em 1903 a 1909 e 1912- 1913, não tendo completado seu ultimo mandato em virtude de sua NOMEAÇÃO PARA LENTE VITALÍCIO DE MORAL E CÍVICA DO “ATHENEU SERGIPENSE”.
Foi advogado e colaborou nos periódicos: “O monitor” da Bahia, “Estado de Sergipe”, “Jornal do Povo” e “Folha de Sergipe” Escreveu “O Ingênuo” - historia verídica, tirando dos manuscritos de padre Quesnel, por Voltaire... Bahia, 1888, imprensa Econômica, tradução feita do francês, em 1887, para o rodapé do “Monitor Caixeiral” - Cristóvão Colombo, de Lamartine: tradução.
12- Luiz Zacarias de Lima, Bacharel, filho do capitão João Esteves de Lima e dona Jovita Esteves de Lima, nasceu neste pé de serra no dia 05 de novembro de 1866, formou-se em ciências jurídicas no Recife a 22 de novembro de 1887 aos 21 anos, foi nomeado promotor publico da comarca de Brejo da Madre de Deus em Pernambuco.
Transferindo-se para São Paulo, ocupou, por muitos anos, cargos na magistratura, também foi, por algum tempo, advogado em Jaboticabal. Em 1924 é proprietário estancieiro em Monte Alto, no mesmo Estado. Escreveu: A sucessão Presidencial de 1919 . Uma eleição Paulista de papeis e artes gráficas, Um problema de Estrada de ferro em São Paulo – serie de artigos escritos para o Jornal “O Estado de São Paulo” de 18 a 27 de maio de 1922. Vida forense , também para o Estado de São Paulo em 04 de julho de 1922.
13- Francisco Monteiro Filho, nascido em Itabaianinha no dia 13 de marco de 1866, filho de Francisco Monteiro de Carvalho Filho e Ana Joaquina de Carvalho Silveira fez os estudos primários e alguns preparatórios na cidade de Estância.
De 1866 a 1890, exerceu atividades comerciais na Bahia. Foi caixeiro – viajante e depois guarda livros na Estância, em 1896, em Aracaju de 1897 a 1900, foi adjunto de promotor e em 1901 foi eleito intendente Municipal, cargo que renunciou em 1903, por ter sido nomeado Exator da cidade de Maruim, cujos encargos desempenhou até novembro de 1909, deputado Estadual de 1903 a 1909 e 1912 - 1913, não tendo completado o ultimo mandato em virtude de sua nomeação para Lente Vitalício de Moral e instrução cívica do “Atheneu Sergipense” foi Advogado próvisionado, escritor, colaborador dos periódicos, “O monitor” da Bahia “Estado de Sergipe” e “Jornal do Povo” e “Folha de Sergipe”.
Escreveu: O ingênuo – historia verídica, tirados dos manuscritos de padre Quesnel, por Voltaire Bahia, 1888, imprensa econômica em 1887, para o rodapé do “Monitor Caixeral” Cristóvão Colombo de Lamartine: Tradução.
14- Exupero Monteiro, nascido em Itabaianinha, pertencia a Academia de Letras Sergipana, professor, jornalista e poeta.
15- Jose Vicente de Souza Neto Nasceu no dia 31 de Janeiro de 1869 no engenho carnahyba, estudou os primeiros preparatórios em Aracaju e doutorou – se em medicina no Rio de Janeiro, escreveu proposições, três sobre cada uma das cadeiras da faculdade , tese apresentada à faculdade de Medicina do Rio de Janeiro a 25 de setembro de 1890, para ser sustentada a fim de obter o grau de doutor em medicina.
16- Francisco Dávila Melo, nascido no engenho Pirangi, em 14 de Junho de 1874, filho de João de Deus da Costa e dona Nara D Ávila Melo, faleceu em 15 de Agosto de 1969, era casado com uma sobrinha do Monsenhor Olimpio de Sousa Campos: Srª Olímpia de Souza Ávila, administrador competente, implantou a escrita fiscal, construiu boa parte do cemitério sr, do Bonfim, inclusive a capela, e também um jardim, na praça da feira. Neste, inaugurou a herma do monsenhor Olimpio campos (doadas por ele) num dia de sábado.
17- Abílio Pereira Leite, nascido em 1877, era pai do marceneiro e trombonista Lau, que até hoje reside aqui, foi um dos últimos regentes da Filarmônica Nossa Senhora da Conceição, quando esta teve sua sede vizinha à casa do Padre Manuel Vieira, construída pelo próprio pároco no ano de 1930. Abílio Leite foi Guarda do Estado em Lagarto, Tobias Barreto e Itabaianinha. Hábil pistonista, bom compositor de marchinhas e admirável organizador de bailes pastoris de fim de ano. Teve quatro mulheres de papel passado, e outras tantas sem o aval da igreja. Todas as suas, mulheres Juntas, lhe deram quarenta e cinco filhos. Contados e recontados. Faleceu aqui, em 05 de agosto de 1953, aos 76 anos de idade, numa modesta casa situada na pracinha atrás de nossa Matriz.
18- Robustiano da Silveira Góes , nascido em Itabaianinha no dia 31 de Agosto de 1886, e falecido em Salvador em 08 de Junho de 1975 aos 89 anos, foi forte comerciante neste lugarejo, principal sócio da firma Robustiano irmãos e cia. Que era um grande armazém de fazendas, miudezas, secos e molhados, situado na praça do comercio (atual Olimpio Campos) vendia em grosso e a retalho, também era representante do Banco do Brasil e do Banco de Sergipe, em nossa cidade e nos municípios de Cristinápolis, Umbaúba, e Tomar do Geru, era irmão de Massilon, Nelson, Jose, João, Otão (pai de dona Veridiana Fontes de Freitas) esposa do senhor Heráclito de Souza Freitas (casa Heráclito) e Aginério da Silveira Góis, exator Estadual, O coronel Robustiano era chefe político do partido Cabaús e foi intendente aqui, no biênio de 1923 a 1924, casado em segundas núpcias com Carlota de Morais Leite, filhos: Castalia Maria de Morais Carvalho Galvão, Coralia Maria de Morais Góis, Robustiano da Silveira Góis Filho. Homem de cultura, em 1937 fez uma viagem a Europa e visitou 15 paises, segundo informações de Maria Acácia de Góis (dona Cacinha) sobrinha desse militante do partido conservador em Itabaininha daquele tempo.
19- Ananias Monte Alegre , Proprietário da Casa “Monte Alegre” empório de tecidos, papelaria e miudezas, sendo destacado exportador de açúcar mascavo. Era o segundo na grandeza do comercio, só perdendo para a Robustiano e Cia, construtor do casarão ainda existente, sólido e com cinco portas frontais, o Armazém do povo , fundado em 1919, hoje pertencente ao senhor Jose Vieira Barreto, situado na praça do comercio (atual Olimpio Campos) apesar de ser apolítico, foi nomeado pelo interventor Maynard Gomes intendente por dois anos de 1932 a 1933, era laborioso e integro intendente, segundo relatos dos mais antigos, costumava despachar em sua loja, fez uma boa administração.
20- Manoel Boaventura de Oliveira abastado comerciante e grande proprietário de terras, na sua fazenda “Bica” ficava uma fonte de água nativa, onde se abasteciam os trens da Leste Brasileira, no tempo das Marias – fumaça, também daquelas terras saia à lenha que esquentava as caldeiras dessas maquinas que puxavam os comboios serra acima, no rumo de pedrinhas e do desconhecido, no terreno da política partidária, Boaventura chefiava os “Pebas” (liberais) contrapondo-se e alternando-se no poder com Robustiano, era patriarca de numerosa prole de filhos e seus rebentos o seguiram no comercio e na política, destacando-se o Manuel Boaventura Filho o Manduca, famoso pela truculência com que exerceu o cargo de delegado de policia municipal.
21- João Martins de Carvalho dedicou-se, primordialmente, a atividade agrícola, mas, por um longo período, manteve uma grande firma comercial, a “loja de João Martins” não foi bem sucedido na atividade comercial, findando por cerrar as portas de sua empresa, e retirou-se para o silencio do Campo.
22- Tome Dantas da Costa estabelecido em Tobias Barreto, a matriz da “Tome Dantas da Costa e cia” este comerciante abriu em nossa cidade uma filial que se situava no ângulo leste da praça do comercio.
23- Joviniano Jose dos Santos proprietário de uma firma comercial, também sediada na cidade de Tobias Barreto, que, aqui, sucedeu a Tome Dantas e cia, assumindo-lhe a filial.
24- Sizenando Soledade de Souza , figura lendária, nascido em Itabaianinha, filho do coronel Antonio Emídio de Souza dono do engenho Colégio, irmão de Camilo Lelis, formado em farmácia que foi embora para São Paulo e nunca mais retornou e Manuel Valentim de Souza, foi intendente municipal e delegado de policia dos mais cruéis, era militante do partido Cabaú, foi proprietário da área rural de nome “O Bom Lucrar” e de um antigo sobrado na praça do comercio, viúvo prematuro não contraiu novas núpcias. Teve um único filho de nome Joaquim Sinfrônio Silveira, o Quincas de Sizenando, como era conhecido, adotou um rapaz, era o polemico Jair Vieira da Silveira, ateu irrecuperável. A outra foi cândida Viana, para educá-los contou com a bondosa governanta Lucrecia, que ficou em sua companhia ate o seu falecimento, era também pai natural de Honorina de Souza, fruto de sua união extraconjugal com a mulata Luzia Fontes, homem de caráter irascível. A ninguém perdoava, inimigo de Major Ernesto.
25- Jose Primo do Nascimento, nascido no Povoado Carretéis, em 1899, filho de Manoel Teodoro do Nascimento (mestre Néu) e dono Juvita Merendolina do Nascimento. Ainda pequeno, quando a família mudou-se para essa freguesia, aqui, desbastou-se as arestas e alinhavou as primeiras palavras com o legendário professor Juvenal, enquanto ia aprendendo, com o pai, o oficio de marceneiro. Mais tarde, aprenderia o de passar recibo. Nas horas vagas, praticava com um amigo, de nome Honório, a arte da musica. Logo, logo se tornou, um exímio saxofonista e passou a fazer parte da primeira filarmônica deste lugar: a “União e harmonia” Alem dessas atividades, seu Jose Primo também excursionou pelo desenho e pela Pintura, nos legando quadros de bela feitura, ainda hoje encontrados em casas de pessoas contempladas por ele , em 1928, foi regente da Filarmônica Nossa Senhora da conceição. Compôs valsas, dobrados, boleros e marchas carnavalescas. È de sua autoria, em parceria com Zequinha de Abreu, o Hino ao clube Crysântemos, composto no ano de 1942. No contexto literário, deixou a sua marca de poeta e cronista. Era casado com Anita Macedo e teve apenas um filho, Jose Primo de Macedo, que se tornou capitão da Reserva da Marinha de Guerra do Brasil. Enviuvou aos 84 anos de idade. Faleceu no dia 19 de março de 1989, após sofrer um derrame.
26- Jose Elvino Macedo nascido em 1901, filho de Maria São Pedro de Jesus (irmã de Avelina, mãe de Aristides – família couro) e João Macedo (Baiano - filho de Madalena) casado com Mariana Alves Macedo (do Riacho fundo - filha de Nezinho e Jovita) inicialmente foi camponês, era originário do povoado Ilha do Jorge , (por causa do engenho) abandonou as lides do campo e fez-se tropeiro, palmilhando as trilhas e estreitas sendas daqueles ermos perdidos nos tabuleiros e fimbrias de caatinga, espalhadas entre as nascentes do Itamirim, Arauá, Peranji, paiaiá e outros tributários dos rios Piauí, Piauitinga e Real, havendo economizado alguns cobres, conforme ele mesmo se expressava, estabeleceu-se na praça do comercio, onde passou a vender de tudo, desde doces caseiros, delicias saídas das mãos mágicas de D. Mariana, sua batalhadora esposa, conhecedora dos segredos das ervas e condimentos e dos mistérios do fogo e da alquimia culinária, dotada de uma natural bondade e envolvente doçura, iletrada, mas Cativante, sempre com as boas palavras, os gestos e a expressão facial adequados aos lugares e às horas, um coração aberto para acolher os aflitos, tocada que era pela mansidão dos justos.
Sim, vendia de tudo, querosene “Jacaré” em latas com o sáurio em relevo nas laterais, ferragens para carros-de-boi, arame farpado “Motto – cercou, ta cercado”, grampos, enxadas, pás, picaretas, chapéus “Prada” e “Ramenzoni” que sempre se ajustavam à cabeça do freguês, sombrinhas, guarda-chuvas, sabão em barra “Aurora”, camas “Patente” sempre se rangentes nas molas, fósforos de segurança das marcas “Olho”, com o divino olho contido no perfeito triângulo, e “Pinheiro”, com a araucária circulada num canto da caixa; também tecidos rústicos para os dias de trabalho no campo e na cidade – cotins, cáquis, mesclas, bulgarianas, chitas, brins grosseiros – e tecidos finos para os dias das festas religiosas e profanas – linhos, tafetás, opalinas, “voiles”, gabardines, sedas, bramantes, “ducheses”, musselinas -, numa profusão de cores e estampas e emanações sutis dos manufaturados. A loja “A Vencedora” ficava na Praça do Comércio, tinha cinco portas e um grande balcão dividido ao meio por uma portinhola, sobre a qual se articulava um prolongamento do balcão, feito uma ponte levadiça. Grandes eram as gavetas embutidas, debaixo do balcão, umas com compartimentos para moedas, cédulas ou cadernos de anotação de créditos. Ali também se vendia panos para caixão de defunto e enfeites prateados, tais como arcos de estrelas para anjinhos, cruzes de cantos arredondados, florões e ourelas. “A Vencedora” expandiu-se e abriu filiais em Tobias Barreto, Tomar do Geru e Umbaúba. Sempre, com uma fiel clientela, foi administrada pelo patriarca e seus descendentes por várias décadas, definhando quando se fez presente à concorrência de produtos fabricados para pronta entrega, trazidos pelos mascates que se abasteciam em São Paulo. O Sr. José Elvino Macedo exerceu um cargo democrático, e chegou a presidente da Câmara Municipal de Itabaianinha, era pai do professor Pedro Alves Macedo e outros.
27- João Lima Filho, Nascido em Itabaianinha na rua Nova - atual José Genésio de Góis, no final ou começo deste século (não há dados precisos) conhecido pela alcunha de (Bué). Era um fabuloso pistonista, participou da Lira Nossa Senhora da Conceição, nos tempos áureos dessa filarmônica. Era filho de pai alfaiate e mãe costureira. O casal João Lima e Maria de Góis Lima. Ainda novo, embarcou para a Cidade Maravilhosa, em busca de melhores perspectivas, já que nossa pequena de Itabaianinha não oferecia condições de aperfeiçoar seus dotes de músico de primeira. No Rio de Janeiro casou, gerou família, venceu dificuldades e nunca mais arredou pé daquela encantadora cidade. Morreu ali.
28- João Bonifácio de Araújo, nascido, no dia 14 de maio de 1910, em Itabaianinha, era filho de Jose Ricardo de Araújo, e dona Josefa Maria de Araújo, órfão de mãe ainda criança e abandonado pelo pai muito cedo, foi criado por um senhor da cidade de Boquim, conhecido por Zeca da Laranjeira, este senhor era musico e ensinou-lhes as primeiras notas musicais, e a linguagem cifrada das partituras, e o menino Bonifácio tomou gosto pelas lições, tornou-se um admirável maestro, regendo varias bandas, como a Senhora Santana de Boquim, a Lira coração de Jesus, de Simão Dias, e a de Santa Luzia de Itanhy . Também fez parte da filarmônica Ceciliana de Alagoinhas, quando residiu nesta cidade, em companhia de seu tutor. Ainda aí, apaixonou-se pela jovem Maria Cravo de Abreu, com quem contraiu núpcias, deste consorcio, nasceram onze filhos, mas apenas oito, estão vivos: Jose Abreu de Araújo, Josefa Gilda, Walter, João Bosco, Maria do Carmo, Dilma, Antonio e Maria Helena. Foi, na década de 50, o ultimo grande maestro da Lira Nossa Senhora da Conceição . Embora fosse filho de Itabaianinha, morou pouco tempo por aqui, viveu em outras cidades, tanto da Bahia quanto de Sergipe, além de regente, exerceu a função de policia Federal, ao perceber a desatenção dos graúdos e miúdos desde vilarejo em relação à Filarmônica, arrumou as malas e foi aportar em Estância, onde assumiu a regência da Lira Carlos Gomes por mais de ou menos 24 anos. Faleceu em 22 de setembro de 1988.
Olimpio da Silveira , nascido no engenho Jacaré, diretor da faculdade de Medicina do Pará.
29- Hermenegildo Leão dos Santos , nascido em Itabaianinha, filho de João Antonio dos Santos (João Curau - intendente municipal de 1929 a 1930) trabalhou como jornalista em Aracaju depois se mudou em definitivo para o Rio de Janeiro.
30- Olimpio da Silveira , Nascido no engenho Jacaré, em Itabaianinha, Medico e reitor da faculdade de medicina do Pará, faleceu em Belém.
31- João D'avila Melo – Nascido na fazenda Piranji, foi advogado no Rio de Janeiro,
32- Ascendino D”avila Melo – Era irmão de João D'avila Melo, foi Coronel do exercito Brasileiro, era o pai de General Ednardo Melo que chefiou o II exercito, sediado em São Paulo, durante a revolução de 64, dele Dom Paulo Evaristo Arns disse: Um homem cortes, porém frio.
33- Jose Monteiro Filho , professor, intendente de Aracaju.
34- Odorico Alves dos Santos, nascido no pé de Serra de Ilha (do engenho Jorge) no dia 03 – 02 -1910 conforme certidão de batismo de nº 645 do livro 10 pagina 163 – mas é a data 06/11/1912 que consta na lapide do seu túmulo, era filho de Jose Manoel dos Santos, ferrenho chefe político do século passado e de dona Minervina Maria de Jesus, irmão de Florisbela avó materna de Maria Jocileusa de Sousa Ratc (Jô) Bizavó de Maria Luiza de Sousa Ratc (Malù) Odorico casou-se com Alaídes Alves Macedo no dia 28/02/1935, foi Vereador por três mandatos – Inicio dia 20/02/ 55 - 56- 57-58 - 2º mandato 59- 60 –61-62- 3º mandato 63-64-65-66, faleceu no dia 10/09/1966 de derrame cerebral, após comer um mexido de ovos com camarão, que havia pedido a sua amável esposa Alaídes, Odorico era Hipertenso – esse digno senhor assinou com bravura seu nome nos anais da Historia Política de Itabaianinha, travou diversas batalhas verbais para trazer benefícios aos mais carentes e principalmente do seu povoado de origem, morreu como herói, ate hoje ainda é lembrado com saudades por seu povo, foi um legislador dos mais fervorosos, naquele tempo , ser vereador, era pura ideologia, não recebiam salários por seus trabalhos.
35- Heráclito Fontes, Comerciante honesto, nunca errando no peso, foi proprietária da casa Heráclito hoje de propriedade da senhora Ivaneide.
36- Eurico Monteiro Alves , farmacêutico, vereador e presidente da câmara de 1955 a 1956 , é avo de Aparecida da farmácia santo Antonio, eximia artesã.
37- Jose Carlos de Oliveira nasceu em 05 de Setembro de 1919 em Itabaianinha, filho de Pedro Muniz de Oliveira e Maria Euthymia do Carmo, era neto natural do Coronel Trajano de Oliveira Teles, proprietário do engenho Quiçamã, estudou os três primários anos primeiros com Maria Marques de Oliveira (d. Santa) depois passou a estudar no Gremio Serrano, em 1930, quando esse revolucionário núcleo de ensino foi inaugurado pelo inesquecível mestre Antonio Ayres, onde concluiu os preparativos iniciais. Por dificuldades financeiras não cursou os ensinos superiores, casou-se com Gildete Alves Macedo, irmã do profº Pedro Alves Macedo (Piroca) teve com ela, dois filhos, o procurador de justiça do ministério publico estadual na capital, Dr. Jose Carlos de Oliveira Filho, ainda atuante, e o medico de renome do Hospital são Lucas, Dr. Gilmario Macedo de Oliveira, que revisou suas memórias editado-as em livro no ano de 2004. Jose Carlos de Oliveira, foi oficial de Justiça e também proprietário do cartório de registro civil de Itabaianinha nos anos 50 e 70, no ano de 1950 disputou a prefeitura com Zacarias Alves dos Santos (Zeca Casquinha) esse ainda sendo funcionário dos Correios, que era ilegal, perdeu as eleições, por motivos alheios ao nosso conhecimento.
38- Pedro Alves de Macedo, professor, escritor, musico e autor, escreveu “ Gorjeios da Serra” e “Existência” nascido no povoado Ilha (São Jose do Itamirim) em 29-04-1925, e faleceu em Aracaju em março de 2004, era filho de Jose Elvino de Macedo (nascido também em Ilha) e D. Mariana Alves Macedo (nascida no Riacho fundo) era também funcionário publico federal e comerciante o livro Gorjeios da Serra foi editado em 02-07-1988 com 234 livros autografados na AABB de Itabaianinha, do mesmo jeito, Existências em 03-09-1994, na gestão do Prefeito Renildo Santana, com 192 livros autografados, Pedro Alves era estudioso, sonhador, ferrenho defensor dos direitos humanos, foi o idealizador do projeto e um dos principais fundadores do colégio Cinecista Monsenhor Olimpio Campos, fundado por ele em 15-05-1960, teve a ajuda de Antonio Ayres, Jose Carlos de Oliveira e de Dr. Silveira, na inauguração presentes o prefeito Hildebrando Dias da Costa, o vereador Odorico Alves dos Santos, e Deputado Oseias Cavalcanti Batista, sendo empossado seu primeiro diretor o senhor Jose Carlos de Oliveira (seu cunhado) o Professor Pedro Macedo era também incentivador dos esportes, ele dizia que para se ter uma boa saúde mental e física, era preciso praticar esportes, era apaixonado pela cultura e pelas letras, colaborou muito com os jornais a Estância , Folha Trabalhista e o Semente Cultural, amava a musica, sendo ele clarinetista praticante, foi apelidado de baluarte da educação , casado com D. Mariah Cavalcanti Fonseca de Macedo, no dia 02-07-1945, na igreja são Jose em Aracaju, dona Mariah nasceu no dia 30- 09-1927 na fazenda Periperi, ela é filha do Cel. Bevenuto da Fonseca e dona Luzia Cavalcante (D. Sity- Baianos) sobrinha de D. Iazinha Cavalcanti Segunda esposa de Oseinhas -pai) filhos: Márcia Cavalcanti Macedo, Promotora de Justiça e professora de direito da Faculdade Unit em Aju, é solteira, Mercia Cavalcanti Macedo, casada com Jocelino filho de Odorico e Alaides - seu primo) Mirtys Cavalcanti Macedo casada com o professor Faro e Jose Elvino de Macedo Neto (Dr. Macedinho - Advogado honrado e bem quisto, novo dono do Rancho Macedão, para esse rancho Pedro escreveu : Como é belo e soberbo, livre e ousado esse pedaço de chão que eu amo, adoro, que tem gosto da felicidade. Deus lhe guarde nobre professor.
39- Florival Jerônimo dos Santos, Musico, compôs mais de cinqüenta dobrados e umas oito peças de harmonia. Era filho de Jerônimo dos Santos e Francisca do Carmo. Casado com dona Lindaura Guimarães de Carvalho, foi regente da Lira união e harmonia e da Filarmônica Nossa Senhora da Conceição. Tocava vários instrumentos musicais. No dia 30 de Junho de 1954, participou da recepção oferecida pela Esso Standard do Brasil, na Radio Nacional do Rio de Janeiro, quando foi classificado em 2º lugar na segunda serie do concurso no programa de César de Alencar, com a musica “ Aperte o ponto, sapateiro”. Alem de musicista, nosso maestro Florival também exerceu o oficio de marceneiro e a função de guarda Estadual. Faleceu em Ilhéus na Bahia, onde morou ate falecer e ai pode mostrar todo o seu talento.
40- Raimunda Andrelina de Jesus, filha do casal Jose Henrique e Josefa Andrelina de Jesus, nasceu em 23 de setembro de 1955, na rua da Tripa, hoje Largo Tobias Barreto neste município, embora pertença a esta geração, essa talentosa senhora tem feito ao longo de sua vida boas composições musicais, e de sua autoria o hino oficial a Itabaianinha, estudou no grupo escolar Olimpio Campos e na Escola Paroquial Vigário Hortêncio, onde concluiu o Primário, mesmo só contando com esse curso, em 1967 ingressou no magistério, indo lecionar na escola municipal Oseas Cavalcanti Batista e, anos depois, assumiu a direção do Grupo escolar Passos Porto. O segundo grau Raimunda Andrelina cursou em Estância, e o terceiro, em Aracaju, onde conseguiu diplomar-se em ciências físicas e biológicas. Em setembro de 1976, o trio Nordestino gravou a primeira musica de seu repertorio, intitulada Chape-Chape. Daí em diante, foram muitos os cantores do nordeste que gravaram composições suas. Raimunda Andrelina é separada, não tem filhos, vive atualmente em Estância, cidade que escolheu para morar. Na terra de Gumercindo Bessa, exerceu varias atividades: Agente cultural, Bibliotecária, Diretora de Jornal, auxiliar de Secretaria e supervisora escolar.
41- Juraci da Costa de Santana , nascido na cidade de Itabaianinha, no dia 16 de Agosto de 1959, professor, Historiador e escritor, também é bibliotecário e exerce atualmente a função de oficial de Justiça, seus primeiros estudos foram na sua terra natal, mas foi em Aracaju que ele se formou em letras pela faculdade Federal de Sergipe (UFS) mora na rua do Angico e passa as horas de folgo no sitio Araticum, é casado e tem filhos, escreveu, Urucunã, 1997, contos de província 1999, e um homem de negocio e outras historias, em 2001, e Itabaianinha Cidade dos anões, entre outros.
42- Gilmario Macedo de Oliveira – nascido em itabaianinha, estudou, e se formou em Aracaju onde exerce a profissão de medico de imagens no hospital são Lucas e também escritor, lançou dois livros e as memórias de seu pai Jose Carlos de Oliveira, Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Itabaininha.
Colaboração:
Maria Jocileusa de Sousa Ratc (Jô)
Prof.: Raimundo Cardoso
Antônio Isaías Coelho, natural de Aracaju, onde nasceu no dia 06 de julho de 1881. Filho de Martinho Coelho. Freqüentou o Atheneu Sergipense, onde fez, com nota plena, os preparatórios de geometria, geografia e coreografia do Brasil.
Em 1902, foi admitido como estafeta da Repartição Geral dos Telégrafos, para servir no Recife. Em 1906, foi promovido tabelião e escrivão de órfãos do termo de Itabaianinha. Foi delegado de ensino deste termo e sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. Colaborou nos seguintes periódicos: “Diário da Manhã”, “Correio de Aracaju” e o “Lutador”, de Penedo (AL).
Escreveu os livros Giestas, contos e fantasias, Lisboa, 1912., com uma apresentação de Prado Sampaio, imprensa Libâno da silva, 163 p. E Alma Negra, contos. Este, no “Diário da Manhã” de Aracaju, em 02 de setembro de 1945.
Casado com dona Clara de Freitas Macedo, de família Itabaianinhense, com ela teve 10 filhos. Foi Tabelião do 2º Ofício desta Comarca por quase 40 anos. O cartório funcionava na antiga Rua Formosa, atual Benício Freire, na derruída casa de Guiomar Coelho. Faleceu no ano de 1945.
Monsenhor Manoel Vieira dos Santos , (carinhosamente chamado de padre Neco, ou Mané Vermelho) nascido na fazenda serra da Boa vista, município de Santo Antonio da Gloria – no estado da Bahia, em 25 de Dezembro de 1900, nono (9º) filho do capitão Jose Vieira dos Santos e dona Ana Vieira dos Santos, Faleceu em 11 de Janeiro de 1984 em Itabaianinha, rezou sua primeira missa no dia 1º de Fevereiro de 1924, na igreja matriz de nossa cidade, ainda neste mesmo ano, foi coadjutor de seu irmão, o cônego Hortêncio, na paróquia local. O padre Manoel Vieira era também musico, tocava flauta e harmônio. Sofreu dois atentados, mas escapou ileso de ambos.
Foi nosso primeiro prefeito municipal de 1935 a 1941 , era bastante destemido, por isso era apelidado de “padre de aço” pelas folhas de Aracaju, fez uma administração inovadora, calçou varias ruas e construiu os prédios da prefeitura em 1937 e da exatoria estadual. Também mandou erguer o salão da agencia de estatística, o quartel de policia, a agencia dos correios e telégrafos e a sede da filarmônica nossa senhora da conceição.
Antonio Ayres – Seu Toinho, nascido em Estância no final do século passado, farmacêutico dos bons, veio residir em Itabaianinha com o propósito de abrir uma farmácia, era casado com Dona Alzira Cedro Lobão, (Dona Zizi, dedicada professora - a 4ª de sua linhagem) fundou a farmácia e também o Grêmio Serrano, em meados de 1929, primeira escola primaria oficial de Itabaianinha, Seu Toinho foi também vereador por muitas vezes, e presidente da câmara em 1947 e 1948, e junto com os senhores Jose Carlos de Oliveira, (cartório) Jose Alves da Silveira, (Medico) e Pedro Alves de Macedo (funcionário publico federal, professor e escritor) fundaram juntos, o Ginásio Cinecista Monsenhor Olimpio Campos em 15-05-1960, ajudou também a fundar, o Hospital São Luiz de Gonzaga, Seu Toinho amava servir, era sempre prestativo com todos, socorria a todos sem distinção, odiava a hipocrisia sacerdotal, escreveu o polemico livreto “ Pastoral a Paisana ” (acervo cultural de Dona Mariah Macedo – ela própria me disse onde está guardado a relíquia- continua em Itabaianinha, bem guardado). Por dizer o que pensava a respeito da manipulação política por um participante do clero, seu Toinho foi perseguido ferozmente pelo vigário Manoel Vieira (Mane Vermelho) e por causa disso se transferiu alguns anos depois para Aracaju onde seus filhos já estudavam, lá fundou o Colégio Gracco Cardoso, hoje de propriedade de sua ilustre filha, professora Maria do Carmo Terezinha Lobão Ayres da Silva, dona Lalia – que é também sócia da Fanese, sendo ela principal acionista do colégio fundado por seu pai na capital, é também sua Diretora presidente, no comando, além dela, está seu esposo, Jose da Silva, e seus dois filhos, um é o Antonio Ayres Neto, que é o administrador geral, Filhos de Antonio Ayres e D. Alzira - Saudosa dona Zizi - Antires, Marita e Maria do Carmo Terezinha Cedro Lobão da Silva e outros.
Oseias Batista filho era casado com Maria Vicência Cavalcanti, mas quando enviuvou, casou-se com Yazita (que era Baiana) filhos mais famosos deste: Adelvan Cavalcanti Batista , Dílson Cavalcanti Batista e Oseias Cavalcanti Batista, teve outros.
Jose Alves da Silveira , nascido em Cristinápolis, na fazenda Boa Lembrança no dia 1º de Junho de 1924, hoje com 81 anos , veio morar em Itabaianinha com seus pais, muito novinho, e aqui fez os primeiros estudos no tradicional Gremio Serrano dos professores Antonio Ayres e Dona Zizi, depois cursou o ginásio em Aracaju, no colégio Tobias Barreto, fez o cientifico em Salvador, e em 1945 fez o vestibular para medicina na escola Carneiro Ribeiro na Bahia, onde aprovado medico, em 1951, voltou para nossa cidade, quando começou a clinicar no antigo Hospital são Luiz de Gonzaga, e em 1953 abriu uma farmácia na praça do comercio de nome Santo Antonio, hoje de propriedade dos herdeiros de seu Eurico Monteiro Alves, é casado com a enfermeira Marina Oliveira da Silveira sendo ele filho único do casal Antonio Dionísio da Silveira e Dona Marieta Alves da Silveira, casado com a enfermeira Marina oliveira da Silveira e com ele teve quatro filhos, Ângela Maria da Silveira, Luiz Antonio Oliveira da Silveira, Rita Maria da Silveira e Antonio César Oliveira da Silveira, foi nosso prefeito de 1982 a 1988, foi bom administrador da coisa publica realizando muitas obras, todos de grande relevância, ainda hoje exerce sua profissão, que é salvar vidas.
Parte II
1 - Joaquim Martins Fontes, capitão mor, filho de João Martins Fontes e dona Anna Francisca da Silveira, nasceu em 27 de julho de 1798 , no engenho Campo da Barra em Itabaianinha, faleceu em 20 de Agosto de 1860 no engenho São Francisco no município de Laranjeiras, foi sepultado na cidade de São Cristóvão .
Desde o fato histórico da Independência, em 1822, até a Regência provisória, durante a menoridade do imperador Pedro II, e ainda em alguns anos ulteriores, figurou como um dos políticos mais em evidencia em Sergipe. A sua investidura nos diversos cargos públicos que ocupou, as distinções oficiais que por mais de uma vez lhe foram conferidas pelo governo imperial, as repetidas provas de confiança política dadas por seus comprovincianos atestam o grau de prestigio de que sempre gozou, enquanto militou ativamente na política regional, capitão mor das ordenanças da vila de Lagarto, comandante superior da comarca de Estância desde 1837, membro do conselho do governo, presidente de da câmara municipal e juiz de órfãos ainda no Lagarto, foi também deputado provincial em vários biênios e deputado geral na legislatura de 1834 – 1837. Administrou a província de lagarto, como vice-presidente nos períodos de 23 de julho a 28 de agosto de 1839, de o8 de agosto a 19 de outubro de 1840, de 30 de abril de 15 de julho de 1841 e, pela quarta vez, de 1º de julho a 16 de novembro desse mesmo ano, pelos serviços prestados `a causa da Independência do Brasil, foi condecorado com a medalha de cavaleiro da Imperial ordem do cruzeiro , e mais tarde foi agraciado com a comenda da ordem de cristo , por decreto de 18 de julho de 1841, dia da coroação e sagração do Imperador D. Pedro II.
2- Manoel Joaquim de Oliveira Campos, nasceu a 16 de julho de 1818, no sítio Murtuá, em Itabaianinha, Professor, poeta e escritor , filho de Antônio José de Montalvão e Dona Maria José de Oliveira, faleceu no dia 12 de abril de 1891, na fazenda Taboca, município de Lagarto. Foi sepultado em Boquim (Se).
Por esforços próprios, habilitou-se nas disciplinas ensinadas em Sergipe, no seu tempo. Aperfeiçoou-se na leitura dos clássicos latinos, cedeu à tendência natural de seu espírito, escolhendo o Magistério e, por meio dele, encarreirou-se na vida pública. Foi Administrador da Tipografia do “Noticiador Sergipense”, em São Cristóvão.
Depois de ter lecionado Língua Latina, em Capela, conseguiu ser provido no Ensino Elementar da antiga vila de Campos (atual Tobias Barreto) onde teve, como aluno, o sábio Tobias Barreto de Meneses . Resolveu, depois disso dedicar-se à vida sacerdotal. Para isto, obteve licença da Assembléia Provincial, mas não chegou a utilizar-se da licença. Desistiu antes de ingressar no Seminário Arquiepiscopal da Bahia. Jubilou-se no dia 12 de maio de 1858, como professor da vila de Campos, dando novo rumo às suas aptidões naturais, após isso, se pôs a serviço da advocacia e da política. Desta última, recebeu repetidas provas de apreço, em sucessivas eleições para deputado à Assembléia Legislativa.
Familiarizando com o estilo poético dos Vates do Lácio, versejou desde a juventude, compondo epístolas e elegias, postumamente coligidas com outras poesias e publicadas em livros por um antigo discípulo. É de sua lavra o “ Hino Sergipano ”. Escreveu: Gramática da língua Nacional, que compreende elementos de aritmética, Geometria Teórica e Prática.
Musa Sergipana - poesias póstumas, Aracaju, 1901.
3- Guilherme de Sousa Campos, nascido em 10 de Fevereiro de 1850, no engenho Periquito, neste município, Desembargador, irmão mais velho do Monsenhor Olimpio de Sousa Campos, e falecido em 03 de Outubro de 1923 em Aracaju, Estudou em Itabaianinha e em Estância, e cursou Humanidades em Recife, em cuja faculdade se Diplomou, recebendo o grau de bacharel em ciências jurídicas e sociais, a 22 de novembro de 1871, aos 21 anos , Na sua longa carreira publica, exerceu os cargos de ´promotor publico da comarca de Lagarto, juiz municipal do termo de Jeremoabo na Bahia, juiz de direito da comarca de Riachão, no Maranhão. Foi chefe de policia do Espírito Santo e juiz de Direito de Lagarto de 1890 a 1892. Na segunda organização jurídica do seu Estado, foi nomeado Desembargador do tribunal da Relação, por decreto de 26 de dezembro de 1892, eleito por mais de uma vez presidente do tribunal, achava neste cargo quando foi nomeado, por ato de 30 de março de 1905, chefe de policia do Estado.
A 27 de Maio de 1906 , pediu exoneração, Presidente do Estado no quadriênio de 1905- 1908, foi deposto a 10 de agosto de 1906, pela forca policial, revoltada por influencia dos partidários do Deputado Fausto Cardoso, tendo sido reposto no cargo dezoito dias depois por intervenção federal, ordenada pelo presidente Rodrigues Alves.
No seu governo, efetuou o resgate parcial das apólices do Estado, fez construir o cais num largo trecho da rua da Aurora, (hoje Avenida Rio Branco) onde até hoje se localiza a ponte do Imperador, realizou muitos calcamentos, trouxe o abastecimento de água para a Capital, fundou o Ateneu Sergipense dia 7 de setembro de 1908, na praça Mendes de Morais (hoje Benjamim Constant, no dia 24 de outubro do mesmo ano inaugurou o serviço de bondes por meio de tração animal. Foi Deputado provincial nos anos de 1872 a 1873, 1878 a 1879 e senador federal nos períodos de 1909 a 1917, na primeira fase de sua carreira política, colaborou no “ O Guarani ” jornal que editou em Aracaju em 1878 a 1887.
4- Monsenhor Olimpio de Sousa Campos , nascido em 25 de julho de 1853 no engenho Periquito , neste município, filho do coronel Jose Vicente de Sousa e dona Porphíria Maria de Sousa Campos, estudou inicialmente em Estância, depois em Lagarto onde estudou latim, foi para Recife de 1866 a 1868 fazer os primeiros preparativos para a carreira eclesiástica, completou o curso de ciências eclesiástica na Bahia de 1870 a 1873 não recebeu as ordens de presbítero neste ano por não ter atingido a idade canônica, somente em 22 de setembro de 1877 o arcebispo Don Joaquim Gonçalves de Azevedo conferiu-lhe a sagração sacerdotal, neste mesmo ano começou a desempenhar os encargos paroquiais como coadjutor do vigário de Itabaianinha, vindo a ser em seguida vigário de vila Cristina (atual Cristinápolis) transferindo-se em 1880, para a freguesia da capital do estado onde exerceu a jurisdição paroquial até o fim do ano de 1900, ano em que se exonerou para mais livremente agir em uma esfera de ação mais ampla, e mais acomodada às suas tendências naturais.
Alistado num dos partidos políticos da monarquia, não lhe custou, contado com o apoio da própria família, bem como da ajuda dos amigos, alcançou as mais elevadas posições entre os correligionários, que o elegeram deputado provincial para as legislaturas de 1882, 1883 1884 e deputado geral para as 19ª e 20ª legislaturas de 1885 e 1886 – 1889. com a nova ordem de coisas decorrentes da adoção da forma republicana, em substituição ao regime monárquico, foi eleito deputado à constituição do Estado, dissolvida pela junta Governista Reeleito para a nova Assembléia, em 1890, organizou o partido católico , OPC, de efêmera duração. Como deputado, colaborou na confecção da lei fundamental do Estado, de 18 de maio de 1892, e na lei orgânica da justiça estadual, eleito em 1893, deputado federal pela primeira vez, e reeleito em 1894 até 1897 em seguida no dia 24 de Outubro do ano de 1899, foi eleito Presidente do Estado de Sergipe governando até o ano de 1902, no ano de 1903 no dia 18 de fevereiro foi eleito Senador da Republica , Chefe político de inegável valor e prestígio, isolou-se dos antigos companheiro de luta desde os tempos do império, (1890) sozinho dirigiu os negócios públicos do Estado.
Havia chegado ao auge de sua carreira política, quando foi publicamente assassinado pelos filhos de Fausto Cardoso, no Rio de Janeiro, em 09 de Novembro de 1906 .
Monsenhor Olimpio de Sousa Campos foi cônego honorário da catedral Primacial da Bahia, Monsenhor Camareiro secreto do papa Leão XIII, sócio correspondente do instituto Histórico e geográfico da Bahia, intendente de Aracaju por nomeação do governo, lente em disponibilidade da cadeira de instrução cívica e moral da Escola Normal, irmão das irmandades de são Pedro, da Bahia e do Rio de Janeiro, e sócio das sociedades SERGIPANA DE AGRICULTURA, e “ ARACAJUANA DE BENEFICÊNCIA” e “ AMPARO DAS FAMÍLIAS ”.
Quando presidente do Estado, Olimpio de Sousa Campos, trouxe para Itabaianinha os benefícios dos correios e telégrafos, mandou construir o açude PRESA, em 1902, grande reservatório de água potável, para atender nossa população que pessoalmente inaugurou, vindo com a comitiva oficial à cavalo de Aracaju, se empenhou tenazmente para ver passar por aqui, a linha férrea, esse beneficio acabou vindo , por volta de 1911, onde foi construída uma ESTAÇÃO FERROVIÁRIA, existente ainda hoje, todavia, somente em 1914 foi inaugurada a PONTA DO TRILHO, que ia daqui até o pontilhão do rio Arauá, com a chegada do trem procedente de Timbó (hoje Esplanada) Acontecimento que contou com as presenças dos Graúdos desta terra acompanhado da filarmônica UNIÃO E HARMONIA, faltando neste evento à presença física do Monsenhor Olimpio de Sousa Campos. Deus te ilumine nobre Monsenhor.
5- Major Ernesto Jose de Souza, nascido no engenho periquito em meados do ano de 1855, irmão mais moço do Monsenhor Olimpio de Sousa Campos, era membro do partido conservador CABAÙ era pai do Drº Benicio de Souza Freire e de dona Olímpia de Souza Ávila, mulher do Coronel Francisco D´avila Melo.
Político influente chegou a ser deputado Estadual, hoje empresta seu nome, a uma das principais ruas de Itabaianinha.
6- Jose Zacarias de Souza Campos , nascido no engenho periquito, em meados de 1856, Doutor em medicina , era irmão mais moço do Monsenhor Olimpio de Sousa Campos ( quarto filho do casal, Jose Vicente de Sousa e dona Porfhíria Maria de Sousa Campos) fez curso primário em Estância, ginasial em Recife e medicina na Bahia, recebendo o grau acadêmico em 18 de dezembro de 1876.
Aos 21 anos, formado, retornou para clinicar em Estância, indo morar na praça da cadeia. Foi Deputado provincial nas legislaturas de 1880 a 1881, e de 1882 a 1883.
Por muito pouco tempo militou na política, para o qual não se sentia atraído, apesar de contar com um dos partidos monárquicos e fortes políticos da família para lhe garantirem uma carreira vitoriosa. Mas em 1889 o Drº Zacarias cismou de ir clinicar na cidade Jardim e se mudou para o Ribeirão Preto no interior de São Paulo, viveu ali até morrer diabético em 09 de abril de 1913 , segundo informações de Edilberto Campos, em suas crônicas da passagem do século, primeiro volume, pagina 15.
7- Antonio Emídio de Souza , nascido em Itabaianinha, meados dos anos 1860, era abastado senhor de engenho, foi um dos primeiros mandatários desta cidade no ano de 1890, era o pai do capitão Sizenando Soledade de Souza, que foi um rigoroso delegado de policia nesta localidade, também era pai dos professores Juvenal Jose de Souza e Manuel Valentim de Souza. Este ultimo, quartanista de medicina, quando faleceu, ambos os irmãos, ensinavam nos tempos de antanhos. Moravam, num casarão situado no beco do tamarineiro, atual largo Francisco Martins Fontes.
8- Jose Genésio Batista de Góis – Deputado Provincial.
9- Antonio Carvalho de Souza Leal – Deputado Provincial.
10- Geminiano Jose da Costa – nasceu em Itabaianinha em 15 de setembro de 1865, faleceu em 08 de outubro de 1922, na cidade de São Carlos interior de São Paulo, filho de Francisco Jose da Costa e dona Maria Ferreira do Carmo, recebeu o grau de bacharel em ciências jurídicas na cidade de Recife em abril de 1891. Ainda não havia terminado o curso, quando foi nomeado, por ato de 11 de setembro de 1890, promotor publico da comarca de Arauá , em 22 de outubro de 1891, pediu exoneração, por ter resolvido retirar-se para São Paulo, onde fixou residência. Em pouco tempo, foi nomeado promotor publico da comarca de Porto Felix, transferindo-se, logo depois, para a de São Carlos, na qual ocupou o mesmo cargo, no período de 1892 a 1896.
Neste ultimo ano, exonerou-se para dedicar-se exclusivamente a advocacia. Advogado dos mais hábeis, inteligente e probo, (caráter integro; honrado – de probidade) exato e cumpridor dos deveres profissionais, soube angariar, no fórum de São Carlos, vultosa clientela, que lhe facilitou a posse de singular fortuna, toda ela legada, nas disposições testamentárias, a parentes e amigos. Deixou grande numero de trabalhos forenses.
11- Francisco Monteiro Filho, filho de Francisco Monteiro de Carvalho e dona Ana Joaquina de Carvalho Silveira, nasceu a 13 de março de 1866 em Itabaianinha, fez estudos primários e alguns preparatórios na cidade de estância. De 1886 a 1890, exerceu atividades comerciais na Bahia, no ano de 1890 fez-se caixeiro viajante e depois guarda livros, na estância, em 1896, e em Aracaju, em 1897 a 1900, em 1901, foi adjunto de promotor publico de Aracaju e, neste mesmo ano, eleito intendente municipal; cargo que renunciou em 1903, por ter sido nomeado Exator da cidade de Maruim, cujos encargos desempenhou até novembro de 1909. Deputado estadual em 1903 a 1909 e 1912- 1913, não tendo completado seu ultimo mandato em virtude de sua NOMEAÇÃO PARA LENTE VITALÍCIO DE MORAL E CÍVICA DO “ATHENEU SERGIPENSE”.
Foi advogado e colaborou nos periódicos: “O monitor” da Bahia, “Estado de Sergipe”, “Jornal do Povo” e “Folha de Sergipe” Escreveu “O Ingênuo” - historia verídica, tirando dos manuscritos de padre Quesnel, por Voltaire... Bahia, 1888, imprensa Econômica, tradução feita do francês, em 1887, para o rodapé do “Monitor Caixeiral” - Cristóvão Colombo, de Lamartine: tradução.
12- Luiz Zacarias de Lima, Bacharel, filho do capitão João Esteves de Lima e dona Jovita Esteves de Lima, nasceu neste pé de serra no dia 05 de novembro de 1866, formou-se em ciências jurídicas no Recife a 22 de novembro de 1887 aos 21 anos, foi nomeado promotor publico da comarca de Brejo da Madre de Deus em Pernambuco.
Transferindo-se para São Paulo, ocupou, por muitos anos, cargos na magistratura, também foi, por algum tempo, advogado em Jaboticabal. Em 1924 é proprietário estancieiro em Monte Alto, no mesmo Estado. Escreveu: A sucessão Presidencial de 1919 . Uma eleição Paulista de papeis e artes gráficas, Um problema de Estrada de ferro em São Paulo – serie de artigos escritos para o Jornal “O Estado de São Paulo” de 18 a 27 de maio de 1922. Vida forense , também para o Estado de São Paulo em 04 de julho de 1922.
13- Francisco Monteiro Filho, nascido em Itabaianinha no dia 13 de marco de 1866, filho de Francisco Monteiro de Carvalho Filho e Ana Joaquina de Carvalho Silveira fez os estudos primários e alguns preparatórios na cidade de Estância.
De 1866 a 1890, exerceu atividades comerciais na Bahia. Foi caixeiro – viajante e depois guarda livros na Estância, em 1896, em Aracaju de 1897 a 1900, foi adjunto de promotor e em 1901 foi eleito intendente Municipal, cargo que renunciou em 1903, por ter sido nomeado Exator da cidade de Maruim, cujos encargos desempenhou até novembro de 1909, deputado Estadual de 1903 a 1909 e 1912 - 1913, não tendo completado o ultimo mandato em virtude de sua nomeação para Lente Vitalício de Moral e instrução cívica do “Atheneu Sergipense” foi Advogado próvisionado, escritor, colaborador dos periódicos, “O monitor” da Bahia “Estado de Sergipe” e “Jornal do Povo” e “Folha de Sergipe”.
Escreveu: O ingênuo – historia verídica, tirados dos manuscritos de padre Quesnel, por Voltaire Bahia, 1888, imprensa econômica em 1887, para o rodapé do “Monitor Caixeral” Cristóvão Colombo de Lamartine: Tradução.
14- Exupero Monteiro, nascido em Itabaianinha, pertencia a Academia de Letras Sergipana, professor, jornalista e poeta.
15- Jose Vicente de Souza Neto Nasceu no dia 31 de Janeiro de 1869 no engenho carnahyba, estudou os primeiros preparatórios em Aracaju e doutorou – se em medicina no Rio de Janeiro, escreveu proposições, três sobre cada uma das cadeiras da faculdade , tese apresentada à faculdade de Medicina do Rio de Janeiro a 25 de setembro de 1890, para ser sustentada a fim de obter o grau de doutor em medicina.
16- Francisco Dávila Melo, nascido no engenho Pirangi, em 14 de Junho de 1874, filho de João de Deus da Costa e dona Nara D Ávila Melo, faleceu em 15 de Agosto de 1969, era casado com uma sobrinha do Monsenhor Olimpio de Sousa Campos: Srª Olímpia de Souza Ávila, administrador competente, implantou a escrita fiscal, construiu boa parte do cemitério sr, do Bonfim, inclusive a capela, e também um jardim, na praça da feira. Neste, inaugurou a herma do monsenhor Olimpio campos (doadas por ele) num dia de sábado.
17- Abílio Pereira Leite, nascido em 1877, era pai do marceneiro e trombonista Lau, que até hoje reside aqui, foi um dos últimos regentes da Filarmônica Nossa Senhora da Conceição, quando esta teve sua sede vizinha à casa do Padre Manuel Vieira, construída pelo próprio pároco no ano de 1930. Abílio Leite foi Guarda do Estado em Lagarto, Tobias Barreto e Itabaianinha. Hábil pistonista, bom compositor de marchinhas e admirável organizador de bailes pastoris de fim de ano. Teve quatro mulheres de papel passado, e outras tantas sem o aval da igreja. Todas as suas, mulheres Juntas, lhe deram quarenta e cinco filhos. Contados e recontados. Faleceu aqui, em 05 de agosto de 1953, aos 76 anos de idade, numa modesta casa situada na pracinha atrás de nossa Matriz.
18- Robustiano da Silveira Góes , nascido em Itabaianinha no dia 31 de Agosto de 1886, e falecido em Salvador em 08 de Junho de 1975 aos 89 anos, foi forte comerciante neste lugarejo, principal sócio da firma Robustiano irmãos e cia. Que era um grande armazém de fazendas, miudezas, secos e molhados, situado na praça do comercio (atual Olimpio Campos) vendia em grosso e a retalho, também era representante do Banco do Brasil e do Banco de Sergipe, em nossa cidade e nos municípios de Cristinápolis, Umbaúba, e Tomar do Geru, era irmão de Massilon, Nelson, Jose, João, Otão (pai de dona Veridiana Fontes de Freitas) esposa do senhor Heráclito de Souza Freitas (casa Heráclito) e Aginério da Silveira Góis, exator Estadual, O coronel Robustiano era chefe político do partido Cabaús e foi intendente aqui, no biênio de 1923 a 1924, casado em segundas núpcias com Carlota de Morais Leite, filhos: Castalia Maria de Morais Carvalho Galvão, Coralia Maria de Morais Góis, Robustiano da Silveira Góis Filho. Homem de cultura, em 1937 fez uma viagem a Europa e visitou 15 paises, segundo informações de Maria Acácia de Góis (dona Cacinha) sobrinha desse militante do partido conservador em Itabaininha daquele tempo.
19- Ananias Monte Alegre , Proprietário da Casa “Monte Alegre” empório de tecidos, papelaria e miudezas, sendo destacado exportador de açúcar mascavo. Era o segundo na grandeza do comercio, só perdendo para a Robustiano e Cia, construtor do casarão ainda existente, sólido e com cinco portas frontais, o Armazém do povo , fundado em 1919, hoje pertencente ao senhor Jose Vieira Barreto, situado na praça do comercio (atual Olimpio Campos) apesar de ser apolítico, foi nomeado pelo interventor Maynard Gomes intendente por dois anos de 1932 a 1933, era laborioso e integro intendente, segundo relatos dos mais antigos, costumava despachar em sua loja, fez uma boa administração.
20- Manoel Boaventura de Oliveira abastado comerciante e grande proprietário de terras, na sua fazenda “Bica” ficava uma fonte de água nativa, onde se abasteciam os trens da Leste Brasileira, no tempo das Marias – fumaça, também daquelas terras saia à lenha que esquentava as caldeiras dessas maquinas que puxavam os comboios serra acima, no rumo de pedrinhas e do desconhecido, no terreno da política partidária, Boaventura chefiava os “Pebas” (liberais) contrapondo-se e alternando-se no poder com Robustiano, era patriarca de numerosa prole de filhos e seus rebentos o seguiram no comercio e na política, destacando-se o Manuel Boaventura Filho o Manduca, famoso pela truculência com que exerceu o cargo de delegado de policia municipal.
21- João Martins de Carvalho dedicou-se, primordialmente, a atividade agrícola, mas, por um longo período, manteve uma grande firma comercial, a “loja de João Martins” não foi bem sucedido na atividade comercial, findando por cerrar as portas de sua empresa, e retirou-se para o silencio do Campo.
22- Tome Dantas da Costa estabelecido em Tobias Barreto, a matriz da “Tome Dantas da Costa e cia” este comerciante abriu em nossa cidade uma filial que se situava no ângulo leste da praça do comercio.
23- Joviniano Jose dos Santos proprietário de uma firma comercial, também sediada na cidade de Tobias Barreto, que, aqui, sucedeu a Tome Dantas e cia, assumindo-lhe a filial.
24- Sizenando Soledade de Souza , figura lendária, nascido em Itabaianinha, filho do coronel Antonio Emídio de Souza dono do engenho Colégio, irmão de Camilo Lelis, formado em farmácia que foi embora para São Paulo e nunca mais retornou e Manuel Valentim de Souza, foi intendente municipal e delegado de policia dos mais cruéis, era militante do partido Cabaú, foi proprietário da área rural de nome “O Bom Lucrar” e de um antigo sobrado na praça do comercio, viúvo prematuro não contraiu novas núpcias. Teve um único filho de nome Joaquim Sinfrônio Silveira, o Quincas de Sizenando, como era conhecido, adotou um rapaz, era o polemico Jair Vieira da Silveira, ateu irrecuperável. A outra foi cândida Viana, para educá-los contou com a bondosa governanta Lucrecia, que ficou em sua companhia ate o seu falecimento, era também pai natural de Honorina de Souza, fruto de sua união extraconjugal com a mulata Luzia Fontes, homem de caráter irascível. A ninguém perdoava, inimigo de Major Ernesto.
25- Jose Primo do Nascimento, nascido no Povoado Carretéis, em 1899, filho de Manoel Teodoro do Nascimento (mestre Néu) e dono Juvita Merendolina do Nascimento. Ainda pequeno, quando a família mudou-se para essa freguesia, aqui, desbastou-se as arestas e alinhavou as primeiras palavras com o legendário professor Juvenal, enquanto ia aprendendo, com o pai, o oficio de marceneiro. Mais tarde, aprenderia o de passar recibo. Nas horas vagas, praticava com um amigo, de nome Honório, a arte da musica. Logo, logo se tornou, um exímio saxofonista e passou a fazer parte da primeira filarmônica deste lugar: a “União e harmonia” Alem dessas atividades, seu Jose Primo também excursionou pelo desenho e pela Pintura, nos legando quadros de bela feitura, ainda hoje encontrados em casas de pessoas contempladas por ele , em 1928, foi regente da Filarmônica Nossa Senhora da conceição. Compôs valsas, dobrados, boleros e marchas carnavalescas. È de sua autoria, em parceria com Zequinha de Abreu, o Hino ao clube Crysântemos, composto no ano de 1942. No contexto literário, deixou a sua marca de poeta e cronista. Era casado com Anita Macedo e teve apenas um filho, Jose Primo de Macedo, que se tornou capitão da Reserva da Marinha de Guerra do Brasil. Enviuvou aos 84 anos de idade. Faleceu no dia 19 de março de 1989, após sofrer um derrame.
26- Jose Elvino Macedo nascido em 1901, filho de Maria São Pedro de Jesus (irmã de Avelina, mãe de Aristides – família couro) e João Macedo (Baiano - filho de Madalena) casado com Mariana Alves Macedo (do Riacho fundo - filha de Nezinho e Jovita) inicialmente foi camponês, era originário do povoado Ilha do Jorge , (por causa do engenho) abandonou as lides do campo e fez-se tropeiro, palmilhando as trilhas e estreitas sendas daqueles ermos perdidos nos tabuleiros e fimbrias de caatinga, espalhadas entre as nascentes do Itamirim, Arauá, Peranji, paiaiá e outros tributários dos rios Piauí, Piauitinga e Real, havendo economizado alguns cobres, conforme ele mesmo se expressava, estabeleceu-se na praça do comercio, onde passou a vender de tudo, desde doces caseiros, delicias saídas das mãos mágicas de D. Mariana, sua batalhadora esposa, conhecedora dos segredos das ervas e condimentos e dos mistérios do fogo e da alquimia culinária, dotada de uma natural bondade e envolvente doçura, iletrada, mas Cativante, sempre com as boas palavras, os gestos e a expressão facial adequados aos lugares e às horas, um coração aberto para acolher os aflitos, tocada que era pela mansidão dos justos.
Sim, vendia de tudo, querosene “Jacaré” em latas com o sáurio em relevo nas laterais, ferragens para carros-de-boi, arame farpado “Motto – cercou, ta cercado”, grampos, enxadas, pás, picaretas, chapéus “Prada” e “Ramenzoni” que sempre se ajustavam à cabeça do freguês, sombrinhas, guarda-chuvas, sabão em barra “Aurora”, camas “Patente” sempre se rangentes nas molas, fósforos de segurança das marcas “Olho”, com o divino olho contido no perfeito triângulo, e “Pinheiro”, com a araucária circulada num canto da caixa; também tecidos rústicos para os dias de trabalho no campo e na cidade – cotins, cáquis, mesclas, bulgarianas, chitas, brins grosseiros – e tecidos finos para os dias das festas religiosas e profanas – linhos, tafetás, opalinas, “voiles”, gabardines, sedas, bramantes, “ducheses”, musselinas -, numa profusão de cores e estampas e emanações sutis dos manufaturados. A loja “A Vencedora” ficava na Praça do Comércio, tinha cinco portas e um grande balcão dividido ao meio por uma portinhola, sobre a qual se articulava um prolongamento do balcão, feito uma ponte levadiça. Grandes eram as gavetas embutidas, debaixo do balcão, umas com compartimentos para moedas, cédulas ou cadernos de anotação de créditos. Ali também se vendia panos para caixão de defunto e enfeites prateados, tais como arcos de estrelas para anjinhos, cruzes de cantos arredondados, florões e ourelas. “A Vencedora” expandiu-se e abriu filiais em Tobias Barreto, Tomar do Geru e Umbaúba. Sempre, com uma fiel clientela, foi administrada pelo patriarca e seus descendentes por várias décadas, definhando quando se fez presente à concorrência de produtos fabricados para pronta entrega, trazidos pelos mascates que se abasteciam em São Paulo. O Sr. José Elvino Macedo exerceu um cargo democrático, e chegou a presidente da Câmara Municipal de Itabaianinha, era pai do professor Pedro Alves Macedo e outros.
27- João Lima Filho, Nascido em Itabaianinha na rua Nova - atual José Genésio de Góis, no final ou começo deste século (não há dados precisos) conhecido pela alcunha de (Bué). Era um fabuloso pistonista, participou da Lira Nossa Senhora da Conceição, nos tempos áureos dessa filarmônica. Era filho de pai alfaiate e mãe costureira. O casal João Lima e Maria de Góis Lima. Ainda novo, embarcou para a Cidade Maravilhosa, em busca de melhores perspectivas, já que nossa pequena de Itabaianinha não oferecia condições de aperfeiçoar seus dotes de músico de primeira. No Rio de Janeiro casou, gerou família, venceu dificuldades e nunca mais arredou pé daquela encantadora cidade. Morreu ali.
28- João Bonifácio de Araújo, nascido, no dia 14 de maio de 1910, em Itabaianinha, era filho de Jose Ricardo de Araújo, e dona Josefa Maria de Araújo, órfão de mãe ainda criança e abandonado pelo pai muito cedo, foi criado por um senhor da cidade de Boquim, conhecido por Zeca da Laranjeira, este senhor era musico e ensinou-lhes as primeiras notas musicais, e a linguagem cifrada das partituras, e o menino Bonifácio tomou gosto pelas lições, tornou-se um admirável maestro, regendo varias bandas, como a Senhora Santana de Boquim, a Lira coração de Jesus, de Simão Dias, e a de Santa Luzia de Itanhy . Também fez parte da filarmônica Ceciliana de Alagoinhas, quando residiu nesta cidade, em companhia de seu tutor. Ainda aí, apaixonou-se pela jovem Maria Cravo de Abreu, com quem contraiu núpcias, deste consorcio, nasceram onze filhos, mas apenas oito, estão vivos: Jose Abreu de Araújo, Josefa Gilda, Walter, João Bosco, Maria do Carmo, Dilma, Antonio e Maria Helena. Foi, na década de 50, o ultimo grande maestro da Lira Nossa Senhora da Conceição . Embora fosse filho de Itabaianinha, morou pouco tempo por aqui, viveu em outras cidades, tanto da Bahia quanto de Sergipe, além de regente, exerceu a função de policia Federal, ao perceber a desatenção dos graúdos e miúdos desde vilarejo em relação à Filarmônica, arrumou as malas e foi aportar em Estância, onde assumiu a regência da Lira Carlos Gomes por mais de ou menos 24 anos. Faleceu em 22 de setembro de 1988.
Olimpio da Silveira , nascido no engenho Jacaré, diretor da faculdade de Medicina do Pará.
29- Hermenegildo Leão dos Santos , nascido em Itabaianinha, filho de João Antonio dos Santos (João Curau - intendente municipal de 1929 a 1930) trabalhou como jornalista em Aracaju depois se mudou em definitivo para o Rio de Janeiro.
30- Olimpio da Silveira , Nascido no engenho Jacaré, em Itabaianinha, Medico e reitor da faculdade de medicina do Pará, faleceu em Belém.
31- João D'avila Melo – Nascido na fazenda Piranji, foi advogado no Rio de Janeiro,
32- Ascendino D”avila Melo – Era irmão de João D'avila Melo, foi Coronel do exercito Brasileiro, era o pai de General Ednardo Melo que chefiou o II exercito, sediado em São Paulo, durante a revolução de 64, dele Dom Paulo Evaristo Arns disse: Um homem cortes, porém frio.
33- Jose Monteiro Filho , professor, intendente de Aracaju.
34- Odorico Alves dos Santos, nascido no pé de Serra de Ilha (do engenho Jorge) no dia 03 – 02 -1910 conforme certidão de batismo de nº 645 do livro 10 pagina 163 – mas é a data 06/11/1912 que consta na lapide do seu túmulo, era filho de Jose Manoel dos Santos, ferrenho chefe político do século passado e de dona Minervina Maria de Jesus, irmão de Florisbela avó materna de Maria Jocileusa de Sousa Ratc (Jô) Bizavó de Maria Luiza de Sousa Ratc (Malù) Odorico casou-se com Alaídes Alves Macedo no dia 28/02/1935, foi Vereador por três mandatos – Inicio dia 20/02/ 55 - 56- 57-58 - 2º mandato 59- 60 –61-62- 3º mandato 63-64-65-66, faleceu no dia 10/09/1966 de derrame cerebral, após comer um mexido de ovos com camarão, que havia pedido a sua amável esposa Alaídes, Odorico era Hipertenso – esse digno senhor assinou com bravura seu nome nos anais da Historia Política de Itabaianinha, travou diversas batalhas verbais para trazer benefícios aos mais carentes e principalmente do seu povoado de origem, morreu como herói, ate hoje ainda é lembrado com saudades por seu povo, foi um legislador dos mais fervorosos, naquele tempo , ser vereador, era pura ideologia, não recebiam salários por seus trabalhos.
35- Heráclito Fontes, Comerciante honesto, nunca errando no peso, foi proprietária da casa Heráclito hoje de propriedade da senhora Ivaneide.
36- Eurico Monteiro Alves , farmacêutico, vereador e presidente da câmara de 1955 a 1956 , é avo de Aparecida da farmácia santo Antonio, eximia artesã.
37- Jose Carlos de Oliveira nasceu em 05 de Setembro de 1919 em Itabaianinha, filho de Pedro Muniz de Oliveira e Maria Euthymia do Carmo, era neto natural do Coronel Trajano de Oliveira Teles, proprietário do engenho Quiçamã, estudou os três primários anos primeiros com Maria Marques de Oliveira (d. Santa) depois passou a estudar no Gremio Serrano, em 1930, quando esse revolucionário núcleo de ensino foi inaugurado pelo inesquecível mestre Antonio Ayres, onde concluiu os preparativos iniciais. Por dificuldades financeiras não cursou os ensinos superiores, casou-se com Gildete Alves Macedo, irmã do profº Pedro Alves Macedo (Piroca) teve com ela, dois filhos, o procurador de justiça do ministério publico estadual na capital, Dr. Jose Carlos de Oliveira Filho, ainda atuante, e o medico de renome do Hospital são Lucas, Dr. Gilmario Macedo de Oliveira, que revisou suas memórias editado-as em livro no ano de 2004. Jose Carlos de Oliveira, foi oficial de Justiça e também proprietário do cartório de registro civil de Itabaianinha nos anos 50 e 70, no ano de 1950 disputou a prefeitura com Zacarias Alves dos Santos (Zeca Casquinha) esse ainda sendo funcionário dos Correios, que era ilegal, perdeu as eleições, por motivos alheios ao nosso conhecimento.
38- Pedro Alves de Macedo, professor, escritor, musico e autor, escreveu “ Gorjeios da Serra” e “Existência” nascido no povoado Ilha (São Jose do Itamirim) em 29-04-1925, e faleceu em Aracaju em março de 2004, era filho de Jose Elvino de Macedo (nascido também em Ilha) e D. Mariana Alves Macedo (nascida no Riacho fundo) era também funcionário publico federal e comerciante o livro Gorjeios da Serra foi editado em 02-07-1988 com 234 livros autografados na AABB de Itabaianinha, do mesmo jeito, Existências em 03-09-1994, na gestão do Prefeito Renildo Santana, com 192 livros autografados, Pedro Alves era estudioso, sonhador, ferrenho defensor dos direitos humanos, foi o idealizador do projeto e um dos principais fundadores do colégio Cinecista Monsenhor Olimpio Campos, fundado por ele em 15-05-1960, teve a ajuda de Antonio Ayres, Jose Carlos de Oliveira e de Dr. Silveira, na inauguração presentes o prefeito Hildebrando Dias da Costa, o vereador Odorico Alves dos Santos, e Deputado Oseias Cavalcanti Batista, sendo empossado seu primeiro diretor o senhor Jose Carlos de Oliveira (seu cunhado) o Professor Pedro Macedo era também incentivador dos esportes, ele dizia que para se ter uma boa saúde mental e física, era preciso praticar esportes, era apaixonado pela cultura e pelas letras, colaborou muito com os jornais a Estância , Folha Trabalhista e o Semente Cultural, amava a musica, sendo ele clarinetista praticante, foi apelidado de baluarte da educação , casado com D. Mariah Cavalcanti Fonseca de Macedo, no dia 02-07-1945, na igreja são Jose em Aracaju, dona Mariah nasceu no dia 30- 09-1927 na fazenda Periperi, ela é filha do Cel. Bevenuto da Fonseca e dona Luzia Cavalcante (D. Sity- Baianos) sobrinha de D. Iazinha Cavalcanti Segunda esposa de Oseinhas -pai) filhos: Márcia Cavalcanti Macedo, Promotora de Justiça e professora de direito da Faculdade Unit em Aju, é solteira, Mercia Cavalcanti Macedo, casada com Jocelino filho de Odorico e Alaides - seu primo) Mirtys Cavalcanti Macedo casada com o professor Faro e Jose Elvino de Macedo Neto (Dr. Macedinho - Advogado honrado e bem quisto, novo dono do Rancho Macedão, para esse rancho Pedro escreveu : Como é belo e soberbo, livre e ousado esse pedaço de chão que eu amo, adoro, que tem gosto da felicidade. Deus lhe guarde nobre professor.
39- Florival Jerônimo dos Santos, Musico, compôs mais de cinqüenta dobrados e umas oito peças de harmonia. Era filho de Jerônimo dos Santos e Francisca do Carmo. Casado com dona Lindaura Guimarães de Carvalho, foi regente da Lira união e harmonia e da Filarmônica Nossa Senhora da Conceição. Tocava vários instrumentos musicais. No dia 30 de Junho de 1954, participou da recepção oferecida pela Esso Standard do Brasil, na Radio Nacional do Rio de Janeiro, quando foi classificado em 2º lugar na segunda serie do concurso no programa de César de Alencar, com a musica “ Aperte o ponto, sapateiro”. Alem de musicista, nosso maestro Florival também exerceu o oficio de marceneiro e a função de guarda Estadual. Faleceu em Ilhéus na Bahia, onde morou ate falecer e ai pode mostrar todo o seu talento.
40- Raimunda Andrelina de Jesus, filha do casal Jose Henrique e Josefa Andrelina de Jesus, nasceu em 23 de setembro de 1955, na rua da Tripa, hoje Largo Tobias Barreto neste município, embora pertença a esta geração, essa talentosa senhora tem feito ao longo de sua vida boas composições musicais, e de sua autoria o hino oficial a Itabaianinha, estudou no grupo escolar Olimpio Campos e na Escola Paroquial Vigário Hortêncio, onde concluiu o Primário, mesmo só contando com esse curso, em 1967 ingressou no magistério, indo lecionar na escola municipal Oseas Cavalcanti Batista e, anos depois, assumiu a direção do Grupo escolar Passos Porto. O segundo grau Raimunda Andrelina cursou em Estância, e o terceiro, em Aracaju, onde conseguiu diplomar-se em ciências físicas e biológicas. Em setembro de 1976, o trio Nordestino gravou a primeira musica de seu repertorio, intitulada Chape-Chape. Daí em diante, foram muitos os cantores do nordeste que gravaram composições suas. Raimunda Andrelina é separada, não tem filhos, vive atualmente em Estância, cidade que escolheu para morar. Na terra de Gumercindo Bessa, exerceu varias atividades: Agente cultural, Bibliotecária, Diretora de Jornal, auxiliar de Secretaria e supervisora escolar.
41- Juraci da Costa de Santana , nascido na cidade de Itabaianinha, no dia 16 de Agosto de 1959, professor, Historiador e escritor, também é bibliotecário e exerce atualmente a função de oficial de Justiça, seus primeiros estudos foram na sua terra natal, mas foi em Aracaju que ele se formou em letras pela faculdade Federal de Sergipe (UFS) mora na rua do Angico e passa as horas de folgo no sitio Araticum, é casado e tem filhos, escreveu, Urucunã, 1997, contos de província 1999, e um homem de negocio e outras historias, em 2001, e Itabaianinha Cidade dos anões, entre outros.
42- Gilmario Macedo de Oliveira – nascido em itabaianinha, estudou, e se formou em Aracaju onde exerce a profissão de medico de imagens no hospital são Lucas e também escritor, lançou dois livros e as memórias de seu pai Jose Carlos de Oliveira, Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Itabaininha.
Colaboração:
Maria Jocileusa de Sousa Ratc (Jô)
Prof.: Raimundo Cardoso

